Meu aniversário tá chegando de novo e, pela primeira vez, isso tem me deixado mais angustiada do que feliz. O motivo é simples: estou chegando muito perto dos 30, e isso dá um grande medo. Não é o número em si nem a preocupação em ficar velha. É o fato de pensar que eu ainda me sinto uma criança, tentando dar os primeiros passos, às vezes me apoiando para não cair, outras precisando de apoio para levantar. Eu olho para os lados e todo mundo parece tão adulto, tão seguro de si...
Daí eu olho para dentro de mim e vejo todos estes pensamentos confusos, que caminham entre a força e a fraqueza, a coragem e o medo, a dúvida e a certeza, sem saber ao certo que rumo tomar, ou pelo menos como chegar a algum lugar. Existe em mim uma dualidade tão grande entre crer e desacreditar, temer e confiar, lutar e desistir. Por momentos, tudo é tão difícil de alcançar e a realização parece tão distante...
Só que esses quase 27 anos vividos não foram em vão. Eles foram suficientes para acumular alguma experiência e saber onde encontrar forças para continuar, mesmo com as dúvidas, mesmo com os medos, mesmo que, por vezes, a desesperança toma conta. Machuca olhar para trás e perceber que muita coisa poderia ter sido diferente mas, ao mesmo tempo, saber que superei muita coisa traz coragem pra avançar e ultrapassar os limites e barreiras criados pela mente, por mais que esse processo seja lento e exija paciência e perseverança.
Ao completar 27 anos, eu ainda posso me sentir uma menina, ainda vou ter medos e poderei sofrer com a inconstância que só quem pensa demais sabe como é. Mas desta vez, neste ano, eu decidi que vou mudar. Está na hora de ser realmente feliz.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O medo dos 30
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Gabi Kirinus
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Feliz aniversário, Lucas
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Gabi Kirinus
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Medo de viver
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Gabi Kirinus
Todo esse medo que você sente, garota, só sabe fazer teu corpo tremer e teus olhos crescerem diante de teus inimigos imaginários. Toda essa dor, essa agonia, corrói o teu corpo por dentro, lentamente, deixando um grande vazio que jamais será preenchido.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A garota do sorriso triste
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Gabi Kirinus
Era uma vez uma garota de alma triste, da mesma cor azul-acizentada que possuem aqueles bancos de praça antiga nos filmes de época. E quando ela sorria, exibia um sorriso leve, que escondia toda aquela melancolia que guardava dentro de si. Mas, ironicamente, ela se sentia bem dentro de seu mundinho triste. Gostava de pensar na vida de forma saudosista, com saudades de um tempo que nunca viveu.
No entanto, por alguns períodos, toda aquela tristeza ganhava tons mais sombrios e formas mais agressivas, extravasando seu pequeno corpo e partindo para o mundo, rolando em lágrimas de um sofrimento inexplicável. E ela tentava esconder de todas as pessoas aqueles sentimentos, para que ninguém descobrisse quão complexa e dramática era sua essência.
Mas, na verdade, tudo o que ela queria era encontrar um olhar amigo, que a aceitasse daquele jeito estranho de ser. Porque ela sabia que eram poucos os que possuíam paciência e carinho suficientes para compreender e confortar qualquer problema que não fosse os seus próprios. Enquanto isso, ela fingia que não era nada importante, porque estava cansada de ser abandonada. No fundo, só queria ser feliz.
Quem se importa?
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Gabi Kirinus
Querem saber uma verdade? Ninguém se importa com a gente. Ninguém quer saber de nossos planos, nossos sonhos. Muito menos de nossas dores. Ninguém pergunta se o dia foi bom, se nos alimentamos bem, se alguém nos magoou. Ninguém quer saber por que passamos tanto tempo em silêncio ou o que nos preocupa. Ninguém está afim de ouvir nossas histórias, nossos lamentos. Ninguém se dispõe a nos compreender. Ninguém percebe que talvez possa ajudar a encontrar grandes soluções para pequenos problemas. É, meus amigos, estamos sozinhos. Todos sozinhos em suas cápsulas de sobrevivência.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Medo de que?
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Gabi Kirinus
Eu tenho medo de levar uma vida monótona.
Eu tenho medo da rotina.
Eu tenho medo de ser infeliz.
Eu tenho medo de ser abandonada.
Eu tenho medo de sentir dor.
Eu tenho medo de que ninguém goste de mim.
Eu tenho medo de pessoas com transtornos maiores que os meus.
Eu tenho medo de ficar pra trás.
Eu tenho medo de ser a última a saber.
Eu tenho medo de pessoas egocêntricas.
Eu tenho medo de pessoas que falam demais.
Eu tenho medo de pessoas que falam de menos.
Eu tenho medo de falar demais.
Eu tenho medo de falar de menos.
Eu tenho medo de ser incompreendida no meio de tanta complexidade.
Eu tenho medo de mim.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Eu preciso que precisem de mim
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Gabi Kirinus
Eu preciso que me falem que eu sou necessária (apesar de saber que não sou insubstituível).
Quem sou eu
- Gabi Kirinus
- Astrológica, astronômica, artística, aterrorizante, atenuante, aspirante, austera, audaz... Só pra citar a letra a...