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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Meu aniversário tá chegando de novo e, pela primeira vez, isso tem me deixado mais angustiada do que feliz. O motivo é simples: estou chegando muito perto dos 30, e isso dá um grande medo. Não é o número em si nem a preocupação em ficar velha. É o fato de pensar que eu ainda me sinto uma criança, tentando dar os primeiros passos, às vezes me apoiando para não cair, outras precisando de apoio para levantar. Eu olho para os lados e todo mundo parece tão adulto, tão seguro de si...

Daí eu olho para dentro de mim e vejo todos estes pensamentos confusos, que caminham entre a força e a fraqueza, a coragem e o medo, a dúvida e a certeza, sem saber ao certo que rumo tomar, ou pelo menos como chegar a algum lugar. Existe em mim uma dualidade tão grande entre crer e desacreditar, temer e confiar, lutar e desistir. Por momentos, tudo é tão difícil de alcançar e a realização parece tão distante...

Só que esses quase 27 anos vividos não foram em vão. Eles foram suficientes para acumular alguma experiência e saber onde encontrar forças para continuar, mesmo com as dúvidas, mesmo com os medos, mesmo que, por vezes, a desesperança toma conta. Machuca olhar para trás e perceber que muita coisa poderia ter sido diferente mas, ao mesmo tempo, saber que superei muita coisa traz coragem pra avançar e ultrapassar os limites e barreiras criados pela mente, por mais que esse processo seja lento e exija paciência e perseverança.

Ao completar 27 anos, eu ainda posso me sentir uma menina, ainda vou ter medos e poderei sofrer com a inconstância que só quem pensa demais sabe como é. Mas desta vez, neste ano, eu decidi que vou mudar. Está na hora de ser realmente feliz.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Muitas coisas legais acontecem no dia 25 de julho: é o dia do escritor, do colono e do motorista, dia da República na Tunísia e o dia em que nasceu o Ney Latorraca. Mas também é o dia em que o Lucas nasceu, o que é uma coisa muito triste, porque depois de nascer ele cresceu, eu conheci ele, me apaixonei perdidamente e agora não consigo mais viver sem ele. Triste, isso.

E eu até comprei presente e enviei um cartãozinho virtual - veja a que ponto cheguei. Mas tudo bem, sorte que ninguém jogou um feitiço em nós, eu não sou um falcão e ele não é um lobo*. Imagina, se eu não consigo ficar um dia sem ver ele, esse negócio de “eternamente separados” seria um caos. Fora que eu não tenho vocação pra ser ave.

E depois, quem ia passar o tempo inteiro me enchendo de beijos? Beijo de lobo deve ser estranho. E quem ia dizer pra eu me cuidar, pois gênia da música como sou, possuo grande tendência em morrer aos 27? E quem ia gostar de assistir filmes dos anos 80 comigo? E falar mal de jogador de futebol?

Tudo bem que ele não ache muito legal que eu queira pintar meu cabelo de rosa, nem que eu queira gravar um funk e posar pelada, né. Mas eu compreendo. Ele não precisa me apoiar nas minha ideias loucas, quando ele sempre me apoia em todo o resto. Sempre, mesmo. Por isso e por muito mais, eu amo ele e digo que é uma infelicidade ele ter nascido, porque agora eu me sinto tão arrebatada por esse sentimento e tão vulnerável ao mesmo tempo... Droga. Que vida deprimente.

Mas já que ele nasceu, só me resta aproveitar a presença dele na minha vida e desejar um ótimo aniversário. É, é isso.

*O feitiço de Áquila, 1985

sábado, 2 de outubro de 2010

Quero presente de aniversário. Não, não tenho vergonha de dizer isso, vergonha eu teria de mim mesma se não admitisse. Admitir não apenas o meu desejo, mas admitir que esse dia é muito importante pra mim e eu quero ser lembrada.

Confesso, já rebaixei amigos meus no ranking de amizade por não terem lembrado do meu aniversário. Como assim, Claudia? Que tipo de amiga você é se não se dá ao trabalho de memorizar o dia em que eu nasci? Ah, muitos compromissos, falta de tempo? Aham, senta lá...

Voltando ao presente... Tem que ser grande, tem que ser belo, tem que ser caro. Ok, não se assuste, não pense que eu sou megalomaníaca. Apenas leia de novo, esquecendo-se de qualquer conceito visual. O presente que desejo tem qualidades subjetivas. Porque uma flor é mais bela que uma joia, e um bilhetinho carinhoso é maior que o maior livro. Sacou?

Então tá. Dia 6, espero seu presente. Mesmo!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Hoje é meu aniversário. E eu nem acordei tão entusiasmada assim. Dia normal, um monte de coisas pra organizar, cortar cabelo, ir na farmácia. Sim, eu tô sozinha no meu aniversário, que na verdade é só mais um dia comum para todas as outras pessoas.

Ler e-mails automáticos de felicitação de empresas, ler os posts no Orkut, na maioria de pessoas que eu não falo há anos, mas que fazem questão de dar os parabéns "por educação". Mas educação e hipocrisia sempre andam juntas. Algumas vezes a felicitação soa tão impessoal, que demonstra mais desprezo do que simpatia.

Agradeço, sim, aos meus amigos que lembram do meu aniversário, que mandam sms, ligam ou falam comigo no msn. Alguns também usam o Orkut pra tal finalidade, mas é possível ver de longe quando uma mensagem é sincera.

Enfim, mais um dia comum. Não, para mim não é, mas parece que acordei mal humorada no dia do meu aniversário. Vou trocar a data, talvez amanhã eu possa realmente me sentir feliz com mais um ano de vida.

domingo, 5 de outubro de 2008

Hoje é meu aniversário. Mas esse ano eu decidi que teria dois dias para comemorar: dia 5 e dia 6. Sei lá, eu gosto tanto do dia 5 de outubro que resolvi tomá-lo para mim. E como eu também amo o meu aniversário, resolvi que eu nasci em dois dias... Faz de conta que foi um parto longo...

Nessa época, em todos os anos, muita coisa muda na minha vida. É como se eu sempre estivesse renascendo. Em alguns anos, as coisas não são tão boas. Mas com certeza neste ano serão ótimas. Sim, porque agora eu decidi que tudo será ótimo, que toda transformação será benvinda. Aceitar e adaptar-se, essa é a minha nova lei.

E tem dado certo. Eu tenho recebido muito bem tudo o que aparece no meu caminho, sejam pedras ou rosas. Na verdade, eu estou tentando transformar as pedras em rosas. Tá, é bem difícil de conseguir isso, mas eu tô melhorando. Como dizem mesmo? Acho que é: a prática leva à perfeição.

Bom, eu também estou comemorando os meus dois meses de emprego novo e o meu primeiro mês de casa nova. Nova e só minha! Ahhh, que maravilha! Deveria existir uma lei que decretasse que as pessoas não poderiam viver juntas. Só uma pessoa por casa. No máximo, visitas breves. Isso evitaria tantas brigas, tantos confrontos, tantas palavras cheias de ódio! As pessoas se amariam mais. Sei que pareço louca, mas creio que quem mora sozinho(a) deve entender o que eu estou querendo dizer... É tão bom ter um cantinho só pra gente... Até fica mais divertido cuidar da casa, da roupa, da comida... hehe

Só pra terminar... Feliz aniversário pra mim!