Crise de choro. Uma dor incontrolável sem ter motivo algum. Quer dizer, talvez o motivo seja simplesmente abrir as comportas e esvaziar a represa. Esvaziar o coração das dores acumuladas, dos medos, das angústias.
Momento de total descontrole, descompostura. Deitar no chão e se encolher em posição fetal. Faz falta alguém para me abraçar nesse momento, para dizer que estou protegida do mundo lá fora. Momento infantil, de ter medo do bicho papão que está embaixo da cama.
Fragilidade total. A quem recorrer? Sou apenas uma menininha perdida no meio da floresta, procurando a vovozinha e tentando fugir do Lobo Mau. Nessa hora, tudo o que eu mais gostaria é de me esconder em uma caixinha e esperar esse turbilhão de emoções passar.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Apenas uma crise
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Gabi Kirinus
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Aquilo que eu amo - parte 1
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Gabi Kirinus
Eu amo meus amigos. Decidi que não tenho medo de dizer isso, e não posso deixar isso pra outro momento, porque eles precisam saber disso. Eu adoro nossos acampamentos aqui em casa, adoro dormir com vocês, e me sinto completamente feliz ao acordar e ouvir suas vozes.
Adoro nossas baladinhas, nossas conversas, nossas alienações. O Vini derrubando ketchup, açucar ou qualquer coisa comestível pelo chão. A Rachel PRE-CI-SAN-DO de alguma coisa, o Ricardo sensualizando com suas dancinhas. Óbvio, não posso esquecer do Lucas falando sem parar durante o filme (meu resgate eterno), o Yuri vivendo "intensamente" sua juventude e o Rafa sexualizando.
Adoro poder dar risada, ser eu mesma, louca assim, sem me sentir deslocada. Eu, no meio dos meus adoráveis amigos insanos. Nada melhor. Pra quem acha que é pouco, fica a dica: vai se fuder.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Sou normal?
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Gabi Kirinus
Quer saber? Eu tenho me sentido normal - no sentido de ser igual a todos os outros - e é estranho ser normal. Porque eu sempre fui acostumada a ser diferente, pensar diferente, gostar de coisas diferentes. Eu me sentia excluída do mundo, mas esse era o meu mundo. E agora eu tô aprendendo a ser normal.
O que mudou? Provavelmente eu mudei, mas não sei onde. Como a gente percebe onde e quando muda? Porque você está lá vivendo e de repente, alguém te diz: nossa, como você mudou! E você não entende nada, mas começa a observar, e vê que mudou mesmo. Mas aquele momento exato da mudança passa despercebido.
Voltando ao assunto... Agora eu sou normal. Eu me preocupo com coisas que todo mundo se preocupa: ter um trabalho, pagar o aluguel, fazer compras no mercado, encontrar o "amor da minha vida"! Mas o que eu pensava antes? Antes eu pensava demais. Eu queria salvar o mundo. Eu queria mudar as pessoas, eu queria contos de fadas.
Resumindo: eu cresci. Demorei, mas deixei de ser uma jovem idealista, apaixonada e passei a pisar no chão. Agora, me concentro nas futilidades materialistas e egoístas da vida. É, seguramente, mais frustrante, mas incrivelmente mais fácil ser normal.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Arrependimento
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Gabi Kirinus
Arrependimento é quando o tempo passa e, num dia qualquer, você percebe que fez uma escolha errada, lá atrás. E pode ser um pouco atrás ou muito atrás. Pode ser uma pequena escolha ou uma grande escolha.
E normalmente o arrependimento vem depois de um amadurecimento, depois que você muda a maneira de pensar, evolui. E essa evolução faz com que você olhe para o passado e veja os erros que afetam o seu presente. Não, talvez nao sejam erros, mas decisões ou comportamentos equivocados ou que você faria diferente agora.
O amadurecimento vem na forma de lindas rosas, que escondem os espinhos afiados da consciência. Arrepender-se é provar a dor de um desses espinhos. Quais são os outros? Ainda estou aprendendo...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Decepção
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Gabi Kirinus
Descobri que a dor da decepção é devastadora. Dói da ponta do cabelo ao dedo do pé. Dói na alma. E machuca o passado e o futuro. Machuca o registro que tínhamos de um passado bom, e as expectativas de um futuro feliz.
Eu me decepcionei muito. Mas o que mais me afeta agora é me sentir culpada por não ter visto a realidade antes, por ter fantasiado e me contentado com essa ilusão.
Junto com a decepção, veio a raiva. Raiva de mim, raiva do mundo. Raiva de não poder rebobinar o filme da vida e voltar na parte anterior a toda essa ilusão. Assim, não existiria a queda, a mudança de conceito e a decepção.
Dói muito. Mas passa. Eu espero.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Redefinindo-me
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Gabi Kirinus
Quem sou eu? Não sei, posso ser muitas coisas ao mesmo tempo, e às vezes posso ser ninguém. Isso é muito relativo, depende do momento, do ponto de vista, daquilo que estou sentindo.
Neste exato momento me sinto como um ser humano em busca de respostas, tentanto achar um caminho, um rumo para a vida.
Sei tão pouco sobre mim, sobre desejos e minhas paixões. Sou inconstante, volúvel e imediatista. Sou cigana, não gosto de me prender aos lugares, às idéias.
Sempre desejo mudar, reiniciar. Vivo em uma constante busca pela felicidade. E gosto de escrever sobre as coisas que descubro sobre eu mesma. Isso me desestressa, me alivia. É por isso que estou aqui.
Problemas diferentes
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Gabi Kirinus
Quando eu vejo que o maior problema, no momento, é a minha chefe hija de la madre puta que resolveu dar uma de espertinha e não quer pagar o combinado, isso significa que as coisas estão melhorando.
Por quê? Porque este é um problema real, quer dizer, não diz respeito aos meus sentimentos, às loucuras de minha mente insana ou qualquer outra coisa que eu criei. Na verdade o problema nem é meu, é de outra pessoa.
E tudo isso significa: benvinda ao mundo real! Real, atual, material, capitalista, onde todos devoram todos, sem se preocupar com ética, respeito ou responsabilidades. Seja como for, é mais confortante saber que minha chefe é uma velhaca, porque agora o problema esta do lado de fora, e não dentro de mim.
Quem sou eu
- Gabi Kirinus
- Astrológica, astronômica, artística, aterrorizante, atenuante, aspirante, austera, audaz... Só pra citar a letra a...