Mostrando postagens com marcador sofrimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sofrimento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Crise de choro. Uma dor incontrolável sem ter motivo algum. Quer dizer, talvez o motivo seja simplesmente abrir as comportas e esvaziar a represa. Esvaziar o coração das dores acumuladas, dos medos, das angústias.

Momento de total descontrole, descompostura. Deitar no chão e se encolher em posição fetal. Faz falta alguém para me abraçar nesse momento, para dizer que estou protegida do mundo lá fora. Momento infantil, de ter medo do bicho papão que está embaixo da cama.

Fragilidade total. A quem recorrer? Sou apenas uma menininha perdida no meio da floresta, procurando a vovozinha e tentando fugir do Lobo Mau. Nessa hora, tudo o que eu mais gostaria é de me esconder em uma caixinha e esperar esse turbilhão de emoções passar.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pelo dicionário, diminuição do peso, dor, etc; desopressão. Mas aqui, na vida real, sentir-se aliviado tem um sentido muito mais amplo. É como se todas as tropas dos EUA fossem tiradas do Iraque, é como se, de repente, a crise financeira mundial acabasse. É como se toda a angústia pela qual já se passou fosse insignificante agora. É a pedra no meio do caminho, que virou pó...

A gente sofre tanto até conseguir tomar decisões para resolver situações... Mas, no final, acho que até o sofrimento compensa, pois faz tornar o alívio muito mais glorioso.

Meu alívio sempre vem acompanhado do choro. Aliás, a angústia também. Choro quando estou mal. E choro quando estou bem. Sim, eu choro muito. É mais ou menos assim: quando o meu poço de sentimentos está transbordando, eu abro uma torneirinha lateral para que o excesso possa jorrar. E me faz muito bem, apesar de parecer infantilidade e insegurança. E não deixa de ser um ou outro. Afinal, eu sou humana, tenho as minhas fraquezas, e tenho muito o que aprender.

Começar a encarar meus pontos fracos com mais naturalidade e menos culpa também é muito aliviante. Escrever sobre isso, para todos verem, é uma grande terapia. Porque assim eu permito que as minhas dificuldades não sejam só minhas, sejam do mundo. Eu as liberto de mim. E como o amor só existe com liberdade, assim eu me amo mais, do jeito que eu sou. No fim das contas, entender e amar a si mesma é o maior alívio...