domingo, 17 de janeiro de 2010

Tenho medo de raios e trovões. Tenho medo do escuro. Tenho medo de fantasmas. Tenho medo de ET's. Tenho medo de grama molhada. Tenho medo de me sentir ridícula. Tenho medo de ficar doente. Tenho medo de parecer chata. Tenho medo de me tornar dispensável. Tenho medo de errar. Tenho medo de me arrepender. Tenho medo de me libertar. Tenho medo de crescer. Tenho medo de me apegar. Tenho medo de me relacionar. Tenho medo de amar. Tenho medo de sofrer. Tenho medo da dor. Tenho medo de não superar meus medos.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Andando pela internet, encontrei um texto muito interessante, e ainda que não consegui descobrir o autor, vou citá-lo:

"Nada adianta atropelar ou forçar caminhos...
TUDO TEM SEU TEMPO!
'Tempo certo' talvez aconteça às vezes, mas não existe 'um só caminho certo', e sim tempos adequados para tudo!"

E é isso que eu venho pensando nesses dias: será que escolhi o caminho certo, será que tomei a melhor decisão? Será que era a coisa certa no momento errado? Será que novamente terei uma oportunidade?

Acho que enquanto estivermos vivos, as oportunidades estão vivas. Às vezes basta esperar um pouco, amadurecer idéias, ou quem sabe olhar para o lado e seguir uma nova rota, que leve ao mesmo destino, ou a um destino melhor ainda.

Odeio a frase: essa era a oportunidade da sua vida! ou: essa era uma oportunidade de ouro! Quem sabe o que o destino nos reserva? Ou talvez seja o sofrimento de uma oportunidade perdida que nos faça crescer para aproveitar todas as outras?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Acho que é natural do ser humano ter medo de se perder. Alguns tem mais, outros tem menos medo. Mas a verdade é que todos tem. Se perder literalmente, ou emocionalmente, espiritualmente, moralmente.

Hoje eu estava pensando: não existe ninguém que tenha se perdido em uma rua, ou uma rodovia, e nunca mais tenha achado o caminho. E talvez isso sirva para os outros aspectos da vida também.

Perder-se é ter a oportunidade de achar-se. É poder buscar o seu próprio caminho, sozinho, independente de onde vão ou queiram ir os outros. E não há outra maneira de encontrar um caminho, sem ter perdido outro.

sábado, 31 de outubro de 2009

Qual é o limite entre a vontade e a possibilidade? Entre o querer e o poder?

Meus limites estão sendo testados. Profundamente. E a coisa chegou num ponto que eu já não sei mais o que eu estou fazendo. Não sei se gosto do que estou fazendo. Dúvidas. Suspiro. Uma lágrima. Um montão de lágrimas.

Dizem que o caminho para a felicidade está cheio de pedras. Mas quantas pedras vale a pena suportar? São muitas pedras no meio da estrada. Como saber o limite da nossa alma em busca da felicidade desejada?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Hoje é meu aniversário. E eu nem acordei tão entusiasmada assim. Dia normal, um monte de coisas pra organizar, cortar cabelo, ir na farmácia. Sim, eu tô sozinha no meu aniversário, que na verdade é só mais um dia comum para todas as outras pessoas.

Ler e-mails automáticos de felicitação de empresas, ler os posts no Orkut, na maioria de pessoas que eu não falo há anos, mas que fazem questão de dar os parabéns "por educação". Mas educação e hipocrisia sempre andam juntas. Algumas vezes a felicitação soa tão impessoal, que demonstra mais desprezo do que simpatia.

Agradeço, sim, aos meus amigos que lembram do meu aniversário, que mandam sms, ligam ou falam comigo no msn. Alguns também usam o Orkut pra tal finalidade, mas é possível ver de longe quando uma mensagem é sincera.

Enfim, mais um dia comum. Não, para mim não é, mas parece que acordei mal humorada no dia do meu aniversário. Vou trocar a data, talvez amanhã eu possa realmente me sentir feliz com mais um ano de vida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Se me queres, faças por merecer.
Conquista-me.
Conquista-me como um adolescente tenta conquistar seu primeiro amor.

Eu quero rosas - de preferência as vermelhas.
Eu quero declarações de amor.
Eu quero gentilezas e cuidados,
beijos apaixonados,
públicos,
despudorados.

E andar de mãos dadas pela praça.

Se realmente me queres,
faças com que me sinta amada.
E quando conseguir, faças de novo,
para que eu não me esqueça.

Do contrário,
não poderei acreditar.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eu achava que milagres não aconteciam. Pelo menos, não comigo. Mordi minha língua. O que aconteceu, realmente não importa. É pessoal e irrelevante ao contexto deste texto. Mas assim como eu não acreditava, as outras pessoas também não acreditam. E foi por isso que chegaram a duvidar da minha honestidade hoje.

É bem doloroso quando alguém acha que você está mentindo, dissimulando, inventando. Porque você pensa: agora eu que tenho que provar que um fato verídico é realmente verdade?

Bom, voltando ao assunto original: milagres acontecem. Ah, mas foi coincidência, alguém poderia dizer. Nesse caso, eu diria que "coincidência" é só mais uma palavra menos chocante para algo sem explicação. Porque a gente tem essa mania de querer explicar tudo, achar uma razão. Mas às vezes o que ocorre é apenas um milagre. E tem muitos que acreditam que pequenos milagres acorrem todos os dias, a cada instante.

Levando esse assunto mais a fundo, dá até para pensar que a formação de um ser humano é um milagre. Porque what the hell um espermatozoide e um óvulo juntos podem se transformar em uma pessoinha? Ah, foram programados... Mas por quem? Quem tem tanto poder assim pra fazer um nada se transformar em um tudo? Aí que entra a figura de Deus, ou Buda, ou qualquer outro nome que inventaram pra identificar o mesmo ser, ou energia, ou o Tudo.

Pra não estender mais essa conversa minha comigo mesmo (não, querido leitor, esse texto não foi feito pensando em você, é somente fruto da minha mente dopada à 1 da manhã), quero concluir: milagres existem. E tenham uma boa noite.