sábado, 20 de março de 2010

Eu tô no meio da ponte. Não sei se atravesso e sigo adiante - o que seria mais sensato -, ou se continuo olhando pra trás, refletindo sobre como cheguei até aqui. E ainda há o medo de cair da ponte.

A razão me diz para continuar andando, sem sequer olhar para os lados. Mas a emoção me faz querer continuar parada aqui, olhando para o passado, tentando compreender, por vezes me culpando pelos passos errados que eu dei durante o percurso.

No meio de tantas dúvidas, eu também olho para o rio e considero a possibilidade de seguir com ele, seguir seu fluxo.

O que é uma ponte senão uma analogia à nossa própria vida? Sempre temos algumas opções, algumas mais cômodas e seguras, outras mais difíceis, que nos exigem muita coragem. Onde você está, na ponte da sua vida?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Eu sou um ser humano - descorberta genial, eu sei -, e como todos os outros, me contradigo. Não que eu seja hipócrita,e também creio que a maioria não é.

Mas a gente pensa, a gente julga, e depois comete o mesmo crime que condena. Acreditamos no sim, fazemos o não.

E por que? Talvez porque vivemos na base da tentativa e erro, queremos testar nossas próprias teorias. Ou talvez não somos fortes o suficiente para sustentar nossas convicções por muito tempo.

Somos frágeis, complexos, multifacetados. Somos uma coleção de escolhas que realizamos. E sempre estamos longe do que poderíamos ou gostaríamos de ser.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Não consigo ver esse mundo encantado,
bem desenhado,
que é endeusado por alguns.

Meu mundo tem dor,
rancor,
mas também tem amor,
fervor
e um sabor de realidade.

Me dá ansiedade,
e parece meio insano
quase morrer quando meus planos
não ocorrem de verdade.

Não entendo a mentalidade
dessa gente pouco analista,
que não tem um ponto de vista
e acha normal a falsidade.

Mas eu preciso seguir
e oprimir meus pensamentos,
porque qualquer sentimento desatento
faz explodir a ira e a repressão
de muitos elementos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

To cansada desses falsos adultos, desses falsos amigos, desses falsos homens. To cansada de me envolver nesse mundo lamaçento de tanta gente que acha, que acha, que não sabe nem quem é.

Mas aprende, deixa de ser burra, tu já não é mais criança e tem coisas mais importantes pra oferecer ao mundo. Faz uma força e mostra mais do que esses dois olhos verdes que Deus te deu de brinde - o resto foi conquistado com muito estudo, muito esforço e curiosidade.

Em algum lugar escondido, no meio da floresta, deve viver uma tribo escondida de indios intelectuais que dançam loucamente sob os efeitos medicinais da água de um riacho purificado e abençoado pelos deuses. Quem sabe eu encontre minha tribo.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Dizer que a gente está aqui, tranquila, e logo ali achar a vida um lixo e que todos odeiam a gente. Comportamento típico de mulheres antes da famigerada menstruação, mas também pode se muito mais.

Pode ser um pequeno monstrinho crescendo dentro de nós, e que futuramente se tornará uma depressão, uma compulsão ou um TAB. É preciso estar sempre atento aos nossos sentimentos, antes que eles nos traiam. Porque eles são mais espertos e sorrateiros.

Vigiar-nos o tempo inteiro parece um exagero, mas a saúde mental agredecerá, no futuro. Por que eu falo isso? Porque ser diagnosticada com Transtorno Afetivo Bipolar aos 25 não foi a surpresa mais agradável. E cada dia tem sido uma luta para chegar ao equilíbrio.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Hoje eu descobri que tenho 17 anos. Estacionei no tempo, até minha expressão facial continua intacta (ainda bem que tem alguma compensação).

Eu me descobri com os mesmos medos, e vi que ainda não realizei a transição da grandiosidade da juventude para a responsabilidade da maturidade.

Meus amigos? Todos mais jovens. Meus amores também.

É difícil deixar de viver no mundo do prazer para passar a viver a realidade, onde os ganhos não são imediatos, mas as consequencias podem ser mais tênues. O mais difícil vai ser me descobrir como uma pessoa que quer se sentir equilibrada e segura de si.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Tenho medo de raios e trovões. Tenho medo do escuro. Tenho medo de fantasmas. Tenho medo de ET's. Tenho medo de grama molhada. Tenho medo de me sentir ridícula. Tenho medo de ficar doente. Tenho medo de parecer chata. Tenho medo de me tornar dispensável. Tenho medo de errar. Tenho medo de me arrepender. Tenho medo de me libertar. Tenho medo de crescer. Tenho medo de me apegar. Tenho medo de me relacionar. Tenho medo de amar. Tenho medo de sofrer. Tenho medo da dor. Tenho medo de não superar meus medos.