O que faz uma pessoa gostar de você? Eu costumava pensar que, para alguém gostar de mim, eu precisava tentar ser perfeita. Puro engano. Ninguém gosta de quem não erra nunca, pois alguém assim não parece ser real. Pessoas gostam de pessoas como elas, com qualidades e defeitos. Sim, os outros são simpáticos aos nossos defeitos, eles se conectam com a gente dessa forma.
Com o tempo eu descobri que quanto mais eu deixava transparecer meus sentimentos e emoções (sendo bons ou ruins), mais as pessoas me aceitavam do jeito que eu sou. E isso me pareceu estranho, à princípio, porque eu não gostava de admitir meus erros. Tá, eu ainda não gosto, mas já consigo admitir que sou orgulhosa...
E quando eu passei a aceitar melhor os meus erros, pude aceitar melhor o erro dos outros também. E assim, me conectar mais. E nesse ponto, aparece uma frase bem óbvia: quando gostamos mais da gente, gostamos mais dos outros também. É fácil assim. Ou não?
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Empatia
Postado por
Gabi Kirinus
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Mudanças
Postado por
Gabi Kirinus
Muita coisa, muita coisa, muita coisa acontecendo, e minha cabeça quer entrar em pane! Não, pior é o meu corpo, que já entrou... Não quer mais ir trabalhar!
Em muitas vezes que escrevo aqui, falo sobre muitas mudanças, muitas coisas novas na minha vida, e isso parece ser uma constante nos últimos tempos. E eu passei a perceber que tudo isso só acontece porque eu quero que aconteça. Sim, porque eu desejei, eu planejei, eu fui atrás, e agora está acontecendo.
Muita gente reclama: tudo dá errado para mim, nada acontece na minha vida! Bom, vamos aos fatos: o que a maioria das pessoas fazem para que alguma coisa realmente mude? É fácil desejar que as coisas se alterem assim, do nada.
Mas, antes de tudo, é preciso coragem. Sim, porque às vezes falamos que queremos novidade, mudanças, um giro de 180°, mas não estamos preparados para isso. Mudanças não são somente acompanhadas de bons momentos, mas de todo o sofrimento da adaptação também.
Acima de tudo, é preciso ter certeza do que realmente se quer. Quer dizer, não de tudo, não pra sempre, mas ter um objetivo específico definido. E aí, já sabe o que você quer?
sábado, 10 de janeiro de 2009
Necessidade de atenção
Postado por
Gabi Kirinus
Sei lá, eu acho que tô numa fase meio: tenho 5 anos, quero toda a atenção e vou chorar se não ganhar. Começando pelo meu blog. Porque agora resolvi que quero que as pessoas leiam o meu blog, mas eu me frustro porque elas não lêem! Tá certo, nem é um blog muito interessante mesmo, nem vai fazer diferença nenhuma para a humanidade. mas eu quero, porra!
Essas fases são engraçadas: uma hora a gente quer sumir, quer que todos nos esqueçam. Outra hora, queremos ser o centro das atenções. Bom, a instabilidade é natural do ser humano, diga-se de passagem. Mas eu ainda não compreendi o porquê de tanta oscilação.
O que eu já compreendi é que, quando quero atenção, a melhor maneira de fazer isso é arranjar uma briga. Uma discussão. Arranjar um motivo para dizer algo sincero, forte e devastador à outra pessoa. Ah, não tem melhor receita: a atenção daquele ser se volta toda para você.
É estranho, as pessoas pensam mais na gente quando não somos boas pra elas. Talvez seja exatamente por causa de sua necessidade de atenção. Sim, pois ter alguém que não é bom pra você, significa, aparentemente, que essa pessoa não gosta de você, e não vai mais te dar atenção. Complicado, não? E será que é isso mesmo?
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O dono do mundo
Postado por
Gabi Kirinus
Estava eu pensando, por esses dias, que apesar de algumas revoluções que vêm ocorrendo em minha vida, acho que pela primeira vez eu me sinto comandando as situações. Sim, porque antes eu não tomava as decisões, as coisas simplesmente ocorriam. E parece que agora eu me tornei independente, eu escolho o que quero, também escolho se quero sofrer por alguma coisa ou não, podendo tornar ela menos importante.
E olhando para os lados, eu percebo que muitas pessoas ainda não podem dizer que são donas de si mesmas, que sabem o que querem e o que fazem. Às vezes, passa-se uma vida inteira para que uma pessoa tenha o domínio da situação. Às vezes, uma vida não é suficiente. E eu me pergunto: qual é o momento crucial, onde tudo fica diferente? Onde conseguimos deixar de ser levados pela correnteza, e passamos a remar na direção que queremos?
Talvez só um profundo auto-conhecimento traga essa resposta. Assim como só o auto-conhecimento nos ajuda a mudar. Nada é mais importante, mais real e intenso do que a visão única que temos sobre nós mesmos e o mundo que nos cerca. Creio que depois que passamos a entender esses dois aspectos, - nem que seja só um pouquinho - conseguimos alcançar as rédeas da vida e tentar guiá-la...
domingo, 30 de novembro de 2008
Auto-estima
Postado por
Gabi Kirinus
Passam-se os dias e eu fico aqui pensando o que escrever neste blog... Não, não é que eu não tenha mil idéias mirabolantes tentando pular da minha cabeça para as telas de vossos computadores. O problema é: será que eu devo? Por que alguém se interessaria pelas coisas que escrevo?
Sei lá, devo estar passando por uma fase de baixa auto-estima... É, acontece de vez em quando. Talves por isso que ontem saí às compras, gastei mais do que deveria, e depois me arrependi amargamente. As roupas são lindas, mas eis a pergunta que não quer calar (que frase clichê): será que eu mereço?
Algumas pessoa me dizem: "você tem tudo o que quer, não é possível que se sinta triste ou infeliz em nenhum momento!" Bom, espera aí... Eu sou um ser humano como qualquer outro, com muitas dúvidas, medos e inquietações. E ainda querem me tirar o direito de ter momentos melancólicos e de "chorar as pitangas"!!!!
Não, não e não! Eu quero ter o direito de ser feliz, e de também ser triste de vez em quando. De rir e de chorar. De me orgulhar e de ter vergonha. Aliás, eu acho que todos querem isso. Ninguém quer um amigo ou parente dizendo, nos momentos mais difíceis: "ah, se anima aí, você não tem motivos para ficar assim". Como não? Quem sabe quais os sentimentos que se passam dentro da gente? Quem? Quem? Nem nós mesmos...
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Expectativas
Postado por
Gabi Kirinus
Pensando na vida esses dias, cheguei a uma conclusão no mínimo inusitada: a gente vive a maior parte da vida criando expectativas, boas ou ruins... E, provavelmente, os melhores momentos de nossas vidas são aqueles que visualizamos as coisas dando certo. Porque, mesmo que, se o que imaginamos aconteça, nunca tem o mesmo gostinho que sentimos nas horas que passamos pensando em como isso seria... Não é?
Ou seja, basicamente a vida é feita em nossas mentes, pelas imagens, fantasias, desejos, ilusões que criamos sobre qualquer coisa. E como eu sou muito imaginativa, tenho uma graaande tendência a criar imagens extremamente dramáticas para aquilo que eu acho que vai ser ruim, ou estonteantemente românticas para o que eu acredito que será bom. Dessa forma, comecei a perceber que visualizo a minha vida como uma grande aventura literária, dessas que são pintadas com tintas muito coloridas.
Meio termo, pra quê? Isso nunca dá uma boa história... Ninguém se interessa por rotinas ou dias calmos de verão. Bom, tirando a ironia, a verdade é que ter uma queda por fortes emoções transforma a vida em uma montanha russa. Pode ser bom, mas pode deixar o estômago sempre "embrulhado". Viver assim é uma escolha, uma opção, ou, às vezes, uma necessidade. E tem o unico pré-requisito: coragem.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Coming back
Postado por
Gabi Kirinus
Depois de algum tempo vivendo mas não transcrevendo, estou de volta ao blog. Explico: quando as coisas acontecem de maneira muito intensa, digamos que publicá-las assim que saem do forno não é nada confortável.
Na verdade, não é muito fácil expor sua vida na Internet, por mais que o número de leitores seja bem reduzido. Mas aqui, criamos um personagem para nos proteger, e pensamos duas vezes antes de contar algo...
Eu gosto da Internet justamente por causa da possibilidade de poder ser e fazer qualquer coisa, conhecer pessoas, culturas, línguas, filosofias, interagir... Mas esta semana percebí que, às vezes, tanta liberdade não é boa... Porque é muito fácil abusar dela! Mentir, trapacear, enganar...
Sei lá, algumas pessoas perdem a noção dos limites, quando eles não estão claramente estabelecidos ou não estão ligados à penas e castigos quando transgredidos. Acho também que os limites entre a loucura e a sanidade são muito tênues, e dependem dos pontos de vista do ator e do observador. Porque o louco nunca acha que é louco, sempre acha que tem razão, já pararam pra pensar nisso?
E será que alguém acha que eu sou louca também? Ou você? Bom, nesse momento, e depois dessas colocações, até eu estou me achando um pouco "fora da casinha"...
Quem sou eu
- Gabi Kirinus
- Astrológica, astronômica, artística, aterrorizante, atenuante, aspirante, austera, audaz... Só pra citar a letra a...