domingo, 8 de março de 2009

Existem duas coisas importantes no mundo: a forma como você é e a forma como as pessoas te veem. A primeira não precisa ser comentada, pela obviedade da questão. Agora, a segunda é aquela que todo mundo tenta fazer de conta que não se preocupa, quando na verdade é o maior de nossos temores.

Se você é quem você quer ser, você corre o risco de ser extremamente julgado. Se você tenta se adaptar, estará mentindo a si mesmo, e nunca será feliz. O que está certo? O que é o melhor? O meio-termo.

E o meio-termo ao qual me refiro é a sensatez. É saber a hora de ser sincero, e a hora de ser educado. É saber a hora de aceitar as palavras, e a hora de recusar. A hora de falar e a hora de calar. A hora de dizer sim ou não.

Sim ou não! Isso define tanta coisa... Define nossas escolhas, define o que queremos ser e como queremos nos mostrar para o mundo. A firmeza de um sim ou de um não pode demonstrar quão convictos somos quanto aos nossos desejos, ou quão seguros estamos em relação à todas as coisas. Em relação aos outros. Em relação à vida.

E então? Você sabe dizer sim? E não?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Eu nunca fui o tipo de pessoa paranóica, de ficar pensando em quem está falando de mim, ou dizer:"ai, como o mundo me inveja". E eu sempre achei isso uma besteira sem proporção, porque, afinal, alguém que se preocupa com o que os outros estão falando, é tão idiota quanto eles.

E, apesar de já ter passado por situações onde pessoas tentaram me prejudicar - aliás, como todo mundo já passou -, nunca dei muita importância para isso, não alardeei meu sofrimento para os quatro cantos do mundo.

Só que ultimamente eu comecei a me incomodar com isso. Não deveria, não leva à nada. Mas é muito frustrante ver que tem gente que, além de dedicar a vida pensando e falando da vida do outro, ainda acha que isso é normal! E quantos que vivem no meio desse tipo de pessoas, e acabam sendo convencidos da "naturalidade" de todo esse processo, entrando no jogo também? E falam, e mentem, dissimulam e criam histórias...

Errar é humano, tudo bem. Falar mal, todo mundo já falou, duvido que alguém prove o contrário. Agora, achar que isso é normal, já é demais para a minha cabeça! Na verdade, já me sinto muito idiota por estar escrevendo sobre um assunto tão idiota. Só que a coisa chegou em um ponto limite, e eu precisava "botar pra fora". Bom, o blog tá aqui pra isso. E esse texto foi o meu protesto.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Hoje eu resolvi reler algumas coisas que tinha escrito há muitos anos atrás, no "verdadeiro caderno negro", e logo na primeira página encontrei um textinho até que interessante, bem romântico e ingênuo mas, apesar de eu ter escrito isso quando tinha uns 17 anos, talvez algumas coisas ainda sejam da mesma forma:

Coisas em que eu acredito:

Acredito em Deus;
Acredito em Jesus;
Acredito no amor;
Acredito no casamento;
Acredito na felicidade;
Acredito na verdade;
Acredito que exista homem fiel;
Acredito que os sentimentos sejam mais fortes que a razão;
Acredito que o Bem exista;
Acredito que o tempo é o melhor remádio para o coração;
Acredito na beleza interior;
Acredito que alguém deste mundo relamente me ame;
Acredito que o amor vem com o tempo;
Acredito na importância da família;
Acredito que dinheiro não traz felicidade, mas ajuda;
Acredito no arrependimento;
Acredito no perdão;
Acredito que o caminho para a felicidade é cheio de pedras, mas a recompensa para quem chegar ao fim será imensa;
Acredito que alguém acredite em mim;
Acredito que a paciência é um dom;
Acredito que tudo na vida é questão de aprendizado;
Acredito que existam pessoas que nasceram uma para a outra;
Acredito que a boa conduta será recompensada;
Acredito que tudo dará certo no final;
Acredito no poder do olhar;
Acredito no poder do beijo;
Acredito no poder do sorriso;
Acredito na perseverança;
Acredito que nunca se pode saber tudo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O que faz uma pessoa gostar de você? Eu costumava pensar que, para alguém gostar de mim, eu precisava tentar ser perfeita. Puro engano. Ninguém gosta de quem não erra nunca, pois alguém assim não parece ser real. Pessoas gostam de pessoas como elas, com qualidades e defeitos. Sim, os outros são simpáticos aos nossos defeitos, eles se conectam com a gente dessa forma.

Com o tempo eu descobri que quanto mais eu deixava transparecer meus sentimentos e emoções (sendo bons ou ruins), mais as pessoas me aceitavam do jeito que eu sou. E isso me pareceu estranho, à princípio, porque eu não gostava de admitir meus erros. Tá, eu ainda não gosto, mas já consigo admitir que sou orgulhosa...

E quando eu passei a aceitar melhor os meus erros, pude aceitar melhor o erro dos outros também. E assim, me conectar mais. E nesse ponto, aparece uma frase bem óbvia: quando gostamos mais da gente, gostamos mais dos outros também. É fácil assim. Ou não?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Muita coisa, muita coisa, muita coisa acontecendo, e minha cabeça quer entrar em pane! Não, pior é o meu corpo, que já entrou... Não quer mais ir trabalhar!

Em muitas vezes que escrevo aqui, falo sobre muitas mudanças, muitas coisas novas na minha vida, e isso parece ser uma constante nos últimos tempos. E eu passei a perceber que tudo isso só acontece porque eu quero que aconteça. Sim, porque eu desejei, eu planejei, eu fui atrás, e agora está acontecendo.

Muita gente reclama: tudo dá errado para mim, nada acontece na minha vida! Bom, vamos aos fatos: o que a maioria das pessoas fazem para que alguma coisa realmente mude? É fácil desejar que as coisas se alterem assim, do nada.

Mas, antes de tudo, é preciso coragem. Sim, porque às vezes falamos que queremos novidade, mudanças, um giro de 180°, mas não estamos preparados para isso. Mudanças não são somente acompanhadas de bons momentos, mas de todo o sofrimento da adaptação também.

Acima de tudo, é preciso ter certeza do que realmente se quer. Quer dizer, não de tudo, não pra sempre, mas ter um objetivo específico definido. E aí, já sabe o que você quer?

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sei lá, eu acho que tô numa fase meio: tenho 5 anos, quero toda a atenção e vou chorar se não ganhar. Começando pelo meu blog. Porque agora resolvi que quero que as pessoas leiam o meu blog, mas eu me frustro porque elas não lêem! Tá certo, nem é um blog muito interessante mesmo, nem vai fazer diferença nenhuma para a humanidade. mas eu quero, porra!

Essas fases são engraçadas: uma hora a gente quer sumir, quer que todos nos esqueçam. Outra hora, queremos ser o centro das atenções. Bom, a instabilidade é natural do ser humano, diga-se de passagem. Mas eu ainda não compreendi o porquê de tanta oscilação.

O que eu já compreendi é que, quando quero atenção, a melhor maneira de fazer isso é arranjar uma briga. Uma discussão. Arranjar um motivo para dizer algo sincero, forte e devastador à outra pessoa. Ah, não tem melhor receita: a atenção daquele ser se volta toda para você.

É estranho, as pessoas pensam mais na gente quando não somos boas pra elas. Talvez seja exatamente por causa de sua necessidade de atenção. Sim, pois ter alguém que não é bom pra você, significa, aparentemente, que essa pessoa não gosta de você, e não vai mais te dar atenção. Complicado, não? E será que é isso mesmo?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Estava eu pensando, por esses dias, que apesar de algumas revoluções que vêm ocorrendo em minha vida, acho que pela primeira vez eu me sinto comandando as situações. Sim, porque antes eu não tomava as decisões, as coisas simplesmente ocorriam. E parece que agora eu me tornei independente, eu escolho o que quero, também escolho se quero sofrer por alguma coisa ou não, podendo tornar ela menos importante.

E olhando para os lados, eu percebo que muitas pessoas ainda não podem dizer que são donas de si mesmas, que sabem o que querem e o que fazem. Às vezes, passa-se uma vida inteira para que uma pessoa tenha o domínio da situação. Às vezes, uma vida não é suficiente. E eu me pergunto: qual é o momento crucial, onde tudo fica diferente? Onde conseguimos deixar de ser levados pela correnteza, e passamos a remar na direção que queremos?

Talvez só um profundo auto-conhecimento traga essa resposta. Assim como só o auto-conhecimento nos ajuda a mudar. Nada é mais importante, mais real e intenso do que a visão única que temos sobre nós mesmos e o mundo que nos cerca. Creio que depois que passamos a entender esses dois aspectos, - nem que seja só um pouquinho - conseguimos alcançar as rédeas da vida e tentar guiá-la...